Os candidatos de fora de Apucarana que estão despejando dinheiro com apoiadores na cidade, o fazem da forma correta? Os cabos eleitorais que passam o dia fazendo campanha, fixando os chamados wind banners e adesivando carros, estão todos legalizados, ou seja, contabilizados na campanha? Se o caixa dois estiver funcionando e o Ministério Público Eleitoral agir com o rigor da lei, a casa desses candidatos pode cair. Tomemos por exemplo esse tal de Neto, que apareceu em Apucarana com uma campanha muito forte como candidato a deputado federal do Novo. Era e continua sendo um ilustre desconhecido na cidade, onde nunca tinha pisado antes. A campanha dele está 100 por cento legalizada como estabelece a legislação eleitoral? Não basta despejar dinheiro entre apoiadores, como se comenta em Apucarana. É preciso contabilizar tudo na prestação de contas à Justiça Eleitoral. Há exemplos de candidaturas que foram impugnadas por uso de caixa dois. A lei é para todos. Nada impede que um candidato de outra região faça campanha em Apucarana, faz parte do jogo eleitoral. Da mesma forma, nada impede que candidatos locais também façam campanha em outras cidades. É assim que funciona a democracia. O que não pode é o abuso do poder econômico na eleição, ferindo as leis que regem o pleito.
Dinheiro dos estaduais
Até agora, os candidatos a deputado estadual no Paraná conseguiram captar em recursos para a campanha R$ 42,59 milhões, sendo 83% do fundo eleitoral e o restante de doações de pessoas físicas ou do próprio candidato. Entre os partidos, o PL foi quem mais captou dinheiro, com R$ 9,75 milhões para distribuir entre 55 candidatos a deputado estadual, vindo a seguir o PSD com R$ 6,38 milhões e o PP, com R$ 4,9 milhões.
Mulheres aquinhoadas
A candidata a deputada estadual que mais recebeu grana do fundo eleitoral é Andressa Bianchessi, da Federação União-Progressistas, com R$ 982 mil, vindo a seguir a atual deputada estadual secretária Marcia, do PSD, com R$ 940 mil, delegada Tathiana Guzella, do PL, com R$ 905 mil e Jessicão, também do PL, com R$ 900 mil. Já a atual deputada estadual Flávia Francischini, do PL, foi aquinhoada com apenas R$ 210 mil.
A luta por doações
Candidatos a deputado federal e deputado estadual de Apucarana que não dispõem de recursos próprios para financiar a própria campanha, ou não estão sendo contemplados pelo Fundo Eleitoral, estão encontrando dificuldades em conseguir doações legais de pessoas físicas que não querem aparecer para agradar um e desagradar muitos outros, porque na prestação de contas do candidato aparecem os nomes dos doadores.
Do Carmo é quem lidera
Entre os candidatos homens à Assembleia Legislativa do Paraná, o mais bem aquinhoado com a captação de recursos até aqui é o atual deputado estadual Do Carmo, do Podemos, com R$ 1,25 milhão. Já entre os candidatos a deputado estadual do PL, quem mais arrecadou até agora foi Zé Luiz com R$ 850 mil. Por sua vez, o deputado estadual Delegado Jacovós, também do PL, até agora contabilizou apenas R$ 270 mil.
TRE aprova Dallagnol
A primeira etapa de sua luta para ser candidato ao Senado da República já foi vencida pelo ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo). Por 4 votos a 3, o TRE do Paraná aprovou o registro da candidatura dele. Como os opositores ainda podem interpor recurso no TSE e o caso pode chegar até o Supremo, tudo pode acontecer, tal qual em 2023, quando ganhou no TRE do Paraná e foi cassado pelo TSE, em Brasília.