Política

Aborrecido com as críticas, prefeito suspende lockdown em Faxinal

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O prefeito de Faxinal, Ylson Alvaro Cantagallo (PSD), o Gallo, que também é presidente da Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi), informou na manhã de ontem que suspendeu o decreto de lockdown no município, que estava em vigor desde o dia 29 de maio.
Conforme decreto municipal, nos sábados e domingos até o dia 13 de junho poderia funcionar apenas serviços essenciais como farmácias de plantão, unidades hospitalares e postos de combustíveis (menos lojas de conveniência), além da proibição de venda e consumo de bebidas alcoólicas durante todo este período. Até supermercados estavam proibidos de atender aos finais de semana, como medida para evitar aglomerações e a propagação da doença.
Tratam-se de medidas que foram tomadas em conjunto com outros prefeitos da Amuvi, porém nem todos os municípios seguiram a orientação. Aborrecido com o que ele considera “alguns críticos maldosos”, o prefeito diz que tais restrições também ficam suspensas em Faxinal.
“Não baixo mais decreto devido à pandemia. As redes sociais, televisão, rádio, informam todos os dias à nossa população que esse vírus pode ser uma ‘gripinha’ para alguém ou letal para outros. Eu sei bem o que é a Covid, fiquei 10 dias na UTI, mais de 30 dias no hospital e 40 dias em casa, e não ficou por aí, perdi um irmão de 59 anos, com plena saúde”, afirma o prefeito. “Tomei medidas, pois não poderia ser omisso, decretamos lockdown bem brando, tirando 48 horas dos nossos cidadãos para aliviar nossos hospitais. Muitos reclamaram, outros apoiaram. Fui quase crucificado por alguns maldosos, mas o que estávamos querendo? Apenas salvar vidas”, desabafou o prefeito. 
De acordo com Gallo, com a revogação das medidas restritivas locais, o município vai apenas seguir o decreto do Estado. “Hoje está tudo liberado, a única coisa que vamos cumprir é o decreto do governador. Para alguns maldosos, que se cuidem. Que Deus tenha piedade de nós e que cuida de cada ser humano”, disse, alertando que as duas próximas semanas deverão ser horríveis perante esta pandemia.