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Apucarana tem primeiro caso de variante indiana do Paraná

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou ontem o primeiro caso da cepa B.1.617 no Paraná, popularmente conhecida como variante indiana ou delta, na nova classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A paciente é uma mulher, de 71 anos, moradora de Apucarana. A identificação foi realizada por sequenciamento genômico do vírus SARS-CoV-2, realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em critério de seleção aleatório.
Conforme informações da Sesa, a idosa infectada apresentou os sintomas da doença no dia 19 de abril após contato com casos confirmados. Ela realizou coleta de exame RT-PCR para diagnóstico da Covid-19 no dia 26 de abril. De acordo com informações da 16ª Regional de Saúde, chegou a ficar hospitalizada após passar mal por descontrole na diabetes. 
A paciente morava com o marido de 74 anos e o filho de 58, que também foram diagnosticados com coronavírus. O esposo dela se recuperou da doença, porém o filho faleceu no dia 17 de maio.  O homem que morreu em decorrência da covid trabalhava como representante comercial e, segundo a 16ª RS, estaria em isolamento domiciliar em função dos problemas de saúde. A idosa, bem como o marido, já tinham completado esquema de imunização da covid, segundo a Autarquia Municipal de Saúde (AMS) de Apucarana.
“O filho tinha comorbidades porque tinha sido submetido a angioplastia coronária por conta de problemas no coração”, informou o chefe da 16ª RS, Altimar Carletto. 
De acordo com Carletto, até o momento não há muitas informações de como a mutação do vírus chegou a essa família. A equipe de Vigilância Epidemiológica Municipal realiza acompanhamento dos familiares e contatos próximos para tentar rastrear o vírus e descobrir a origem da contaminação. Segundo Carletto, não há informações de que alguém da família da idosa tenha viajado para Índia ou tenha mantido contato com alguém que viajou para esse país. “Vamos buscar um diagnóstico epidemiológico, porque essas pessoas já passaram pela doença. Então não há nada de importante clinicamente. Temos que buscar informações de onde veio e para onde foi o vírus desta cepa mutante, e temos condições de fazer isso buscando os exames RT-PCR ao entorno desta senhora”, disse Carletto.
O chefe da regional informou que pessoas da família, amigos e até vizinhos da idosa foram contaminados pela Covid-19 na mesma época. As amostras dos exames destas pessoas, feitas pelo Laboratório Central do Paraná (Lacen PR) serão encaminhadas à Fiocruz onde passarão por análise genômica. 
O Lacen está realizando a busca de amostras confirmadas para Covid-19, com data de coleta 15 dias anteriores e 15 dias posteriores à data de coleta do exame do caso confirmado em toda a região da 16ª Regional de Saúde, que abrange 17 municípios.