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Paraná sobe para o 4º lugar nacional em VBP em 2025, aponta IBGE

Da Redação

| Edição de 17 de setembro de 2026 | Atualizado em 17 de setembro de 2026

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O Paraná encerrou o ano de 2025 na quarta posição nacional em Valor da Produção Agrícola, somando R$ 87,7 bilhões e respondendo por 9,5% de toda a riqueza gerada no campo brasileiro. Os dados integram a pesquisa Produção Agrícola Municipal, divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O montante representa um salto de 21,9% em relação a 2024 e consolida a recuperação do estado, que retornou ao grupo dos quatro maiores produtores do país após as perdas provocadas pelo clima no ciclo anterior.

No ranking geral de 2025, o agronegócio paranaense fica atrás apenas de Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais, tendo ultrapassado o Rio Grande do Sul e se mantido à frente de Goiás. O resultado ganha destaque por representar a injeção de R$ 16 bilhões a mais na economia estadual em um único ano. Em 2024, as lavouras de verão haviam sofrido fortes impactos da estiagem provocada pelo fenômeno El Niño, o que derrubou o estado temporariamente para o quinto lugar, com R$ 71,9 bilhões. A recomposição atual, atrelada a um cenário nacional de alta produtividade e melhores preços de commodities, coloca o setor em um patamar financeiro superior ao do período anterior à quebra de safra.

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas puxa o avanço, grupo no qual o Paraná é o segundo maior gerador de valor do país, superado apenas por Mato Grosso. Em volume, o Paraná tem a vice-liderança nacional nas colheitas de soja, com 21,3 milhões de toneladas, e de milho, com 20,4 milhões de toneladas. O estado também se destaca como o segundo maior produtor de culturas fundamentais para o abastecimento interno e a indústria, a exemplo do trigo, mandioca, batata-inglesa, cenoura, aveia e repolho.

Além dos grãos, a liderança em outras frentes reforça a matriz diversificada que caracteriza a economia rural do estado. O Paraná é o maior produtor brasileiro de feijão, cevada, triticale e erva-mate em folha verde. A fruticultura também ganhou novo impulso, registrando um crescimento de 38,5% em valor na comparação anual. O salto foi favorecido pela inclusão do morango no levantamento do IBGE, cultura na qual o estado já desponta como o quarto maior produtor nacional, tornando-se o segundo item mais rentável da fruticultura estadual, atrás somente da laranja.