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Descumprimento de medida protetiva é 42% menor em 2019

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O número de descumprimentos de medidas protetivas foi 42% menor em Arapongas no ano passado. O índice consta em balanço divulgado ontem pela Segurança Pública e Trânsito (Sestran) dos trabalhos da Patrulha Maria da Penha, serviço destinado exclusivamente à segurança da mulher. 
Entre janeiro e dezembro de 2019, foram registrados 44 descumprimentos de medida protetiva – determinação judicial para vítimas de violência doméstica que garante que o agressor não se aproxime da mulher -, sendo 21 com prisões em flagrante. Em 2018, foram registrados 76 descumprimentos e 15 prisões em flagrante. 
“Nota-se considerável queda nos números de descumprimento. Tudo isso acontece devido ao atendimento prestado e respaldo eficaz do serviço nos casos de violência contra as mulheres no município”, diz a coordenadora da Patrulha Maria da Penha, GM Denice Amorim. 
Ela cita os avanços recentes para a segurança às vítimas como a instalação da Delegacia da Mulher, Botão do Pânico, palestras e campanhas de conscientização, entre elas o ato internacional “16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” e o Projeto SIGA – que visa à reabilitação para os autores de violência doméstica e familiar.
O secretário de Segurança Pública, Paulo Argati, reitera que em 2020 serão mantidas as ações de combate à violência contra as mulheres, com fiscalizações, medidas preventivas, entre outros. “Sabemos que infelizmente a violência contra as mulheres assola não apenas o Brasil, como outros países. Diante disso, trabalhamos incansavelmente para mudar essa realidade. Em Arapongas, a Patrulha Maria da Penha tem desenvolvido um grande trabalho, o que proporciona às mulheres, que antes sofriam caladas, a oportunidade de denunciar seus agressores. As vítimas acreditam no trabalho desenvolvido pelo setor. Neste ano, o trabalho de fiscalização, as campanhas educativas e preventivas, divulgação da Lei Maria da Penha, entre outros, serão ainda mais abrangentes. Esse deve ser um trabalho constante para uma redução cada vez maior desta violência covarde que é a violência doméstica”, reforça Argati.