Opinião

Dia da Mulher deve ser comemorado com ações

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Ontem foi comemorado o Dia Internacional da Mulher. A data, como de praxe, incita à reflexões a respeito de trajetórias femininas na sociedade. Caso de cinco agricultoras de Apucarana que deram início, ano passado, a um núcleo rural dentro do programa de Economia Solidária desenvolvido pela Secretaria da Mulher e Assuntos da Família.
É mais uma etapa de uma programa que vem se destacando em prêmios e se tornando referência não apenas como política econômica de geração de renda, mas também de fortalecimento das pautas femininas.
Só o fato do município ter dentro da estrutura administrativa uma pasta específica destinada à mulher é um avanço considerável. Implantada em administrações anteriores e mantida e fortalecida na atual, a secretaria tem duas linhas de atuação destacadas. Uma na já citada economia solidária, em um programa que une capacitação e incentiva a formação de grupos de trabalho e comercialização coletivos, ampliando a rentabilidade das participantes, e outra na área de violência doméstica.
O município também é referência na criação de uma rede de atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica. Desde 2013, mais de 11,5 mil mulheres passaram pelo Centro de Atendimento à Mulher, onde recebem apoio jurídico, psicológico, encaminhamento para assistência social entre outros serviços. 
Nesta semana, a prefeitura anunciou a realização – no próximo dia 17 – de uma feira de serviços voltada para o público feminino em um evento que, além de trazer atendimento em várias áreas, vai abrir espaço para comercialização de itens da economia solidária com gastronomia e atividades de lazer.
De fato, de nada adianta entregar rosas e render homenagens às mulheres se essas ações não estiverem amparadas por políticas públicas inclusivas e programas governamentais consistentes que realmente defendam os interesses das mulheres, sejam na área de segurança, saúde ou no mercado de trabalho. 
Bem por isso, o programa de Economia Solidária é uma engrenagem fundamental. O processo de empoderamento passa, obrigatoriamente, pela questão financeira.