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Em um mês,cesta básica fica 5,11% mais cara em Apucarana

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Em apenas um mês, a cesta básica de alimentos encareceu quase R$ 30 em Apucarana. Pesquisa realizada pelo Núcleo de Conjuntura Econômica e Estudos Regionais (Nucer) da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) campus de Apucarana, mostra que 13 alimentos considerados básicos tiveram aumento de custo de 5,11% no comparativo entre abril e maio, passando de R$ 513,88 para R$ 540,16. 
A batata (25,73%) foi o componente com maior inflação, seguida pelo tomate (14,11%), açúcar (10,05%), carnes (8,05%) e leite (7,17%). Já os alimentos com redução de preço foram a banana prata e a manteiga, com queda de 7,09% e 2,23%, respectivamente (ver quadro). Por ser o item mais caro, a carne é responsável pela maior parte do custo da cesta básica, correspondendo a 42,3% do valor total.
“Vivemos um período em que os preços dos alimentos estão subindo muito, por causa da retomada econômica no mundo. Os países que estão com processo adiantado de vacinação contra Covid, estão em atividade e demandam mais alimentos. Alimentos são commodities, então os preços sobem em dólar e nossa moeda está muito desvalorizada. Com a alta nos preços de algumas commodities o valor de alguns alimentos como carnes e arroz encarecem demais. É um movimento que não vai convergir para redução a curto prazo”, observa o economista Rogério Ribeiro, professor da Unespar e coordenador do Nucer. 
Ribeiro analisa que a alta nos preços compromete ainda mais o dinheiro do trabalhador, tanto que uma cesta básica de alimentos custa o equivalente a 49,1% de um salário mínimo nominal vigente, que é de R$ 1,1 mil. Um funcionário remunerado pelo salário mínimo na região deve trabalhar 108 horas e 2 minutos para receber R$ 540. Em decorrência da inflação do preço dos alimentos, o estudo aponta a necessidade de um salário mínimo de R$ 3.484,41, o que seria mais compatível com o custo de vida atual, uma vez que as famílias possuem diversas despesas além da alimentação. 
“Realmente uma família que tem renda de um salário mínimo não tem como sobreviver, isso pressiona a assistência social do município, pois tem gente passando fome. É preciso que o Governo Federal busque alternativas para reverter esse quadro econômico”, assinala Ribeiro.