Opinião

Falta conscientização a frequentadores do Jaboti

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Inaugurado em 1983, o Parque Jaboti é um dos principais cartões-postais de Apucarana. Com uma área de 230,8 mil metros quadrados, sendo 150 mil metros quadrados de lago, o local é, disparado, a área de lazer mais visitada da cidade.
Bem por isso, a convivência entre visitantes e moradores do entorno do parque sempre levanta polêmica e discussões. Atualmente, moradores de bairros próximos estão organizando um abaixo-assinado para tentar minimizar um problema frequente: o excesso de barulho nos finais de semana, notadamente no período noturno, quando a barragem vira ponto de encontro e o som alto dos carros avança na madrugada.
Há alguns meses, uma reunião realizada com associações de moradores e representantes da Polícia Militar (PM), Ministério Público (MP), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e entidades discutiu algumas medidas que poderiam ser tomadas, como a proibição de som alto estacionamento na ponte no período noturno.
O som não é o único problema decorrente do excesso de visitantes. O lixo deixado pelos frequentadores do final de semana também é motivo de reclamação, a tal ponto que a prefeitura realiza todas as segundas-feiras mutirões de limpeza no entorno do lago.
O Parque do Jaboti recebeu uma série de melhorias nos últimos anos com implantação de novos equipamentos de lazer, instalação de iluminação noturna, pista de caminhada e, principalmente, manutenção constante do espaço, incluindo limpeza e jardinagem - dois problemas que eram crônicos na região.
Se de um lado as melhorias se refletiram no aumento do número de visitantes, de outro criaram novas demandas para a administração do espaço.
Vale lembrar que apesar de estar instalado em uma área urbana em plena expansão imobiliária, o parque também abriga animais silvestres e é um espaço importante no contexto do meio ambiente.
Promover uma convivência harmoniosa entre visitantes, vida selvagem e moradores implica em um plano manejo que abarque todas essas variáveis, incentivando o uso do espaço de forma consciente. Implica também em bom senso por parte dos frequentadores que, no final das contas, são apenas, como o nome bem diz, visitantes em um local onde os moradores devem ser respeitados.