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​IML recebe novos médicos-legistas para regularizar atendimento em Apucarana​

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O Instituto Médico Legal (IML) de Apucarana receberá na próxima semana dois novos médicos-legistas. Com o reforço destes profissionais, a expectativa é de que a unidade deixe de depender de Londrina para realizar necropsias e outros procedimentos. Há cerca de cinco meses, o IML apucaranense sofre com a falta de pessoal. Hoje, apenas um médico-legista trabalha na unidade, exigindo que as necropsias sejam realizadas em Londrina durante a maior parte do mês.
O único legista do órgão, Narciso Marques Moure, explica que os novos médicos designados para Apucarana passaram nas últimas semanas por treinamento e estágio obrigatório em Curitiba. “Eles deverão estar em Apucarana já nesta segunda-feira (4) e trabalharão de maneira efetiva, não através de PSS”.
Por conta da falta de médicos, o serviço de necropsia só era realizado no local durante uma semana por mês. Nas outras semanas, o IML precisava levar o corpo para a unidade de Londrina. “Agora, garantiremos que o serviço será realizado em Apucarana por pelo menos três semanas por mês. Como nosso objetivo é não depender de Londrina, já fizemos um novo pedido para mais um médico aqui em Apucarana, completando o quadro necessário. Enquanto esse novo profissional não chega, vamos conversar para ver se será possível completar o mês, mesmo com a falta de um legista”, diz.
Um dos profissionais que atuará no IML apucaranense é da cidade. O outro mora em Cambé, mas já trabalhava em Apucarana. O órgão local não divulgou os nomes dos médicos.
Até agosto de 2018, o IML de Apucarana contava com quatro médicos legistas, sendo dois deles contratados em regime de urgência, através de Processo Seletivo Simplificado (PSS). Naquele mês, o contrato de dois anos do PSS se encerrou, fazendo com que a unidade perdesse metade de seus profissionais do setor.
Na época, o IML passou a realizar necropsias apenas durante duas semanas por mês. Nas outras duas semanas, era o IML de Londrina que fazia os serviços necessários. No final do ano passado, outro corte: um dos dois médicos que restaram se aposentou. A falta de profissionais faz com que o IML apucaranense funcione com apenas 25% de sua capacidade total.
Com isso, cadáveres são levados até Londrina, necropsiados e depois trazidos de volta para Apucarana. Na maior parte das vezes, o próprio IML se encarrega desse transporte. Porém, em alguns casos, familiares do morto e funerárias precisam ir até Londrina. A unidade apucaranense atende parte do Vale do Ivaí e também Arapongas