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Infestação do Aedes coloca região em alerta

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O índice de infestação do mosquito Aedes Aegypti na região  coloca quase metade dos municípios em alerta de epidemia. Das 17 cidades da abrangência da 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana, 7 apresentaram índices superiores a 4% de infestação do mosquito, o que indica situação de perigo de epidemia. Apenas 3 municípios apresentaram índices de até 1%, considerados regulares pelo Ministério da Saúde (MS).
De acordo com o chefe da Divisão de Vigilância e Saúde da 16ª RS Marcos Costa, não existe epidemia em nenhuma cidade da região, porém é preciso cautela com os altos índices de infestação. “A grande preocupação da 16ª Regional neste momento é o índice de infestação em alerta ou perigo em grande parte das cidades, porque se vier alguém contaminado para cá, o vírus pode se propagar muito rapidamente”, explicou. 
Costa afirma que, nos 17 municípios da região, existem 429 casos suspeitos de dengue, 39 casos confirmados e nenhum registro de epidemia. O município da região com maior número de casos da doença é Apucarana, com 16 confirmados. Ele alerta que mais de 80% dos criadouros do mosquito estão em residências. 
“Os índices de infestação são levantados através dos trabalhos dos agentes de endemias, que visitam casas, empresas e terrenos para identificar focos de criadouros do mosquito e, na maioria dos casos, os focos estão em quintais e terrenos particulares, com objetos que acumulam água. Por isso é tão importante que a população se conscientize e mantenha o quintal limpo”, afirmou. 
Conforme o chefe de Vigilância e Saúde da RS, técnicos do órgão estão visitando os municípios com índices de infestação mais críticos para analisar a situação e levar orientações para ações de combate ao mosquito da dengue. Ele informou ainda que o inseticida fornecido pelo Governo do Estado deve chegar ainda neste mês para a 16ª RS. 
“Pedimos para que a população colabore eliminando criadouros, mantendo locais com acúmulo de água vedados e realizando a retirada de lixo de quintais e terrenos. Também orientamos para que façam uso de repelentes e, se possível, utilizem protetores com telas em janelas e outros locais de acesso”, orientou.