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Inflação de 2018 fecha em 3,75%, abaixo da meta do BC

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A inflação brasileira fechou 2018 em 3,75%, divulgou ontem o IBGE. O indicador ficou abaixo do centro da meta estipulada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), de 4,5% ao ano, na esteira da lenta retomada da atividade econômica no país, da queda mais recente do preço dos combustíveis e da redução do preço dos alimentos frente ao verificado dois anos antes. O indicador ficou abaixo do centro da meta pelo segundo ano consecutivo.
Em dezembro, o IPCA, índice oficial de inflação no país, ficou em 0,15%, contra deflação (queda líquida de preços) de 0,21% em novembro. Essa foi a menor variação para o mês de dezembro desde a instauração do Plano Real no Brasil, em 1994.
A inflação mais baixa observada em dezembro decorreu principalmente da deflação dos preços de transportes (-0,54%), com redução dos preços de gasolina, e desaceleração no grupo de habitação (0,15%), com redução da energia elétrica.
Em dezembro, o preço médio da energia elétrica caiu 1,96%, após queda de 4,04% em novembro. Já os combustíveis tiveram queda de 4,25%, após um novembro em que os preços ficaram 2,42% mais baratos
Ainda assim, a gasolina fechou o ano em alta de 7,24% no acumulado em 12 meses. Os combustíveis representam 5% do IPCA. No acumulado do ano, o preço da energia elétrica subiu 8,70%.
Já os preços dos alimentos, vilões da inflação em 2015 e 2016, voltaram a patamares normais em 2018 depois de um 2017 de safras recordes.
O indicador fechou dezembro em 0,44%, ligeira alta frente a novembro (0,39%). No acumulado do ano, a variação foi de 4,04%. Apesar da alta, o patamar é o mais baixo desde 2009, se desconsiderada variação negativa de 2017, quando houve deflação de 1,87%. Em 2015, por exemplo, a alta dos alimentos havia sido de 12,03%, enquanto no ano seguinte, foi de 8,62%.
"Podemos dizer que a inflação encerrou 2018 sob controle", afirmou Fernando Gonçalves, gerente do Sistema Nacional de Índice de Preços do IBGE.