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Pagamento da primeira parcela do 13º dos aposentados movimenta R$ 31 mi

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A liberação da primeira parcela do 13º de aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deve injetar cerca de R$31 milhões na economia da microrregião de Apucarana. A liberação foi autorizada através de medida provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro no início de agosto. De acordo com economista, população está mais conservadora em relação a gastos, e deve aproveitar a quantia para pagar contas. 
Dos 9 municípios da microrregião, Apucarana é o que tem o maior volume de dinheiro inserido com a parcela do 13º dos aposentados, cerca de R$ 13,3 milhões, o que representa 42% do valor total de toda a região. Em seguida, vem o município de Arapongas, com R$11,4 milhões, que representam 36% do total da região e o município de Jandaia do Sul, com R$2,9 milhões, o que representa 9,5% do total da região. 
Para o economista Rogério Ribeiro, a chegada deste montante à economia regional significa uma saída para o endividamento de famílias. “O ingresso de cerca de R$ 31,3 milhões pode ser uma grande alternativa para soluções de diversos problemas financeiros que as famílias estão vivenciando. Com certeza as famílias endividadas deverão utilizar parte destes recursos para pagar ou mesmo reduzir as suas dívidas. Também acredito que uma boa parte das famílias que não estejam endividadas deverão optar pela poupança, uma vez que o cenário econômico de curto prazo é de incertezas”, afirmou Ribeiro. 
O economista acredita que a injeção deste montante na região não deve ser motivo de euforia para o comércio neste momento. “Acredito que muito pouco desse montante deverá ser direcionado para o consumo dado o elevado nível de endividamento das famílias e os cenários de incerteza para os próximos meses. Embora a previsão de ingresso da primeira parcela esteja sendo comemorada, temos que ressaltar que o valor é 6,5% menor do que o valor previsto para o mesmo período do ano anterior. Mas a expectativa e a prudência das pessoas devem levar a uma posição mais conservadora com relação aos gastos”, acredita. 
Para Ribeiro, o desemprego, aumento dos preços dos produtos essenciais, carga tributária extremamente excessiva e uma boa dose de falta de planejamento financeiro familiar, são as causas da situação de endividamento das famílias na região. Ainda de acordo com ele, nem a liberação de parte do 13º dos aposentados, nem a liberação de parte do FGTS dos trabalhadores poderão reaquecer a economia brasileira. “O governo federal está totalmente paralisado e não consegue sequer apresentar alternativas para estancar o déficit público. Sempre lembrando que a única aposta da equipe econômica para resolver os problemas econômicos era a reforma da Previdência, que ainda não aconteceu, e mesmo se acontecer em nada ajudará para o reaquecimento da economia”, finalizou.