Política

Paranaense disputa parlamento italiano

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Primeira brasileira eleita para a Câmara de Deputados da Itália, a dirigente nacional do PPS, Renata Bueno, está em campanha para a reeleição ao Legislativo italiano. Em 2013, ela foi escolhida por eleitores da América do Sul para representar os italianos e cidadãos com dupla cidadania que residem na região. A Itália tem um dos poucos parlamentos do mundo que elege cidadãos residentes no exterior. No total, a América do Sul vai escolher quatro deputados e dois senadores. 
Brasileiros com nacionalidade italiana e os italianos que residem no Brasil estão recebendo em sua casa um envelope contendo duas cédulas oficiais, uma para o Senado e outra para a Câmara dos Deputados.
O parlamento e o Senado italiano reservam, respectivamente, 12 e 6 vagas para residentes no exterior. Estão aptos a votar cidadãos italianos maiores de 18 anos.
Na região de Apucarana são cerca de 690 eleitores de nacionalidade italiana em condições de voto, distribuídos em 12 municípios. Só em Apucarana são 260, em Arapongas 284 e em Jandaia do Sul, 68.
O voto deve ser devolvido pelos Correios até 25 de fevereiro ou entregue nos consulados até o dia 1º de março. Caso o eleitor não receba a cédula deve requisitá-la no consulado até o prazo final para a entrega do voto. Na Itália, os eleitores vão às urnas no dia 4 de março de 2018. Ao contrário do Brasil, o voto no País é facultativo.
Em seu primeiro mandato na Itália, Renata Bueno diz que atuou em temas importantes para os dois países como a extradição do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão, e também no processo para entrada em vigor do acordo de reconhecimento recíproco da carteira de habilitação entre os dois países. Atuou ainda em parcerias nas áreas de Defesa, Cultura, entre outros assuntos.