Política

Prefeitos do Vale do Ivaí decidem flexibilizar restrições da Covid-19

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A lguns prefeitos da Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi), que adotaram no último final de semana medidas rígidas em seus municípios, incluindo lockdown no sábado e no domingo e lei seca durante toda a semana visando conter o avanço da pandemia da Covid-19, já estão flexibilizando as regras para as próximas etapas. Em função dos apelos de comerciantes, eles admitem que podem ceder em algumas regras.
Em Faxinal, o prefeito e presidente da Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi), Ylson Cantagallo (PSD), o Gallo, após reunião com representantes de diversos setores da sociedade, decidiu que o toque de recolher passa a ser das 21 horas até as 5 horas, e não a partir das 20 horas. As igrejas estão liberadas para celebrações seguindo o permitido de 35% da sua capacidade de ocupação.
Faxinal ainda prepara um documento que irá se chamar ‘passe livre’, destinado aos moradores que comprovarem que precisam transitar após o horário de recolher, para que não sejam multados.
A Prefeitura de Ivaiporã também poderia editar novo decreto flexibilizando algumas das medidas restritivas contra Covid-19, porém até início da noite de ontem o prefeito em exercício Marcelo Reis (PTB), ainda não havia publicado as novas regras. Pedido de flexibilização foi encaminhado através de ofício pela presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Ivaiporã (Acisi), Danúbia Palma Dorta. O pedido é para que o comércio fique aberto pelo menos aos sábados.
Em jardim Alegre, o prefeito José Roberto Furlan (Cidadania), que aderiu à decisão da Amuvi de fechar tudo no sábado e no domingo e nos próximos dois finais de semana, já tem uma outra posição. Ele admite a possibilidade de permitir a abertura do comércio pelo menos aos sábados.
O prefeito ressalta que é uma angústia muito grande de todos os prefeitos terem que baixar decretos com medidas restritivas, porém que todos estão sempre em busca de um melhor caminho para conter o avanço da Covid-19, sem prejudicar nenhum setor comunidade; “É claro que a dificuldade existe, porque não há uma receita precisa para barrar o avanço do coronavírus, mas o que se sabe e é certo é que aglomerações, festas clandestinas e falta de cuidados pessoais têm feito com que a doença entre nas casas e contamine as famílias, levando muitos à morte”, alerta o prefeito.