Mães contam porque optaram por trabalhar e estudar até o fim da gestação

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Mães contam porque optaram por trabalhar e estudar até o fim da gestação

A barriga começa a crescer, o ritmo parece não ser mais o mesmo, e o inchaço das mãos e dos pés passa a incomodar. Durante a gravidez, é normal a mulher se sentir indisposta para tudo, inclusive para trabalhar. No entanto, algumas futuras mamães preferem continuar na ativa por diversos motivos, como é o caso da maquiadora Suélim Campos Mansano, 33 anos, mãe de Lorenzo, 4 anos, e Enrico, que nasceu no dia 11 de abril deste ano. 

Ela optou por trabalhar em seu espaço de maquiagem até os últimos dias de gravidez do caçula. “Preferi reduzir o trabalho para aproveitar mais a gestação, mas também não deixei de trabalhar para depois poder aproveitar mais meu bebê, como tenho feito. Além disso, amo minha profissão e não queria ficar tanto tempo afastada”, explica. 

Casada há 9 anos com Saulo Mansano, Suélim, diz que se sentiu muito amada durante o período em que trabalhou na gestação. “Existiu um episódio em que eu estava com enjoo e a cliente mais que depressa me sentou e começou a me abanar com um leque fazendo gracinhas. Me senti amada, já que é um momento único e parece que todos que te amam e engravidam com você”, recorda.

A expectativa em torno do nascimento de Enrico, segundo a mamãe, foi enorme. “Mesmo tendo o Lorenzo, a vontade de pegar no colo, sentir o cheiro e apreciar cada detalhe daquela vidinha é inexplicável. Agora é o momento de curtir meu presente de Deus, meu pequeno Enrico, junto da minha família”, conta. 

Assim como Suélim, a jornalista Fernanda Neme Ferracini, de Apucarana, também optou por trabalhar até o começo do nono mês de gestação da primeira filha Heloísa, prevista para nascer no final de maio. Casada há 3 anos e meio com Anderson Ferracini, a apucaranense teve uma gestação tranquila e não apresentou nenhum problema grave de saúde nos últimos meses. 

Devido à tranquilidade da gestação, Fernanda tocou o trabalho como colunista e jornalista normalmente, diminuindo apenas o ritmo devido ao cansaço do final da gravidez. “Optei por trabalhar até o último mês de gravidez porque sou apaixonada pela minha profissão, além de me sentir muito bem e achar desnecessário ficar em casa à toa. Sou acelerada e gosto de estar ocupada”, conta. 

No ambiente de trabalho, ela conta que os colegas sempre foram prestativos e atenciosos. “Sempre perguntavam se eu e a Heloísa estávamos bem. Me senti acolhida por toda a equipe em todo o período que passei na ativa”, relata. A expectativa em torno da chegada da primeira filha é grande. “É uma fase ímpar e maravilhosa. Porém, não deixa de ser um período de grandes mudanças, que causam ansiedade e dúvidas. Desde que sai da faculdade, há 11 anos, mantive uma rotina agitada e independente, mas agora eu sei que muitos detalhes irão mudar. Mas estou pronta. Foi tudo planejado com amor e carinho”, explica. 

A jornalista se considera uma pessoa muito ativa e ficar sem trabalhar é algo que a deixa extremamente nervosa e apreensiva. “Farei o possível para tentar me desligar, mas sei também que não será fácil. Sei que daqui para a frente será necessário um período de afastamento e dedicação à Heloísa. Mas confesso, não vejo a hora de ver minha rotina se ajeitar. Não tenho dúvida de que tudo dará certo, principalmente com o apoio que tenho do meu marido, dos meus pais, da minha irmã e demais familiares. Helô já é muito amada”, conta.

Conciliando os estudos

Aguardando a chegada do primeiro filho Felipe, administradora de empresas Juliana Namba Fabene, 31, de Apucarana, conciliou toda a gestação com os estudos do curso de Medicina, com o apoio do marido Renan Fabene, com quem é casada há 3 anos e meio. Com quase 38 semanas de gestação, ela conta que há um pouco de dificuldade de locomoção, posição para dormir, medo de dirigir, mas que seguiu tranquila. “Não está atrapalhando as atividades na faculdade. Fico um pouco cansada porque acordo cedo e tem dia que vai até a noite, mas nada que chegar em casa e colocar os pés para cima não resolva”, conta.Juliana diz que no geral teve uma gravidez excelente sem nenhum sintoma significativo e por isso, conseguiu conciliar tranquilamente com a faculdade. 

“A decisão de continuar conciliando as atividades é porque amo Medicina, mesmo na licença maternidade vou continuar os estudos em casa, a faculdade da licença maternidade de 3 meses nesse período se conseguir estudar em casa vou me dedicar”, ressalta. Durante a gestação, Juliana conta que recebeu muito carinho de familiares e amigos. “Recebi carinho e compreensão principalmente do meu marido, que sempre me apoiou. Os familiares e amigos também são muito queridos. Já amamos muito nosso Felipe, curtimos muito junto essa fase, cada chutinho, cada progresso e desenvolvimento dele dentro da barriga, imagina quando ele estiver aqui fora, vai ser maravilhoso”, espera. 

Diminuindo o ritmo 

O ginecologista e obstetra Guilherme Maistro, de Apucarana, recomenda diminuir o ritmo de trabalho durante a gestação. “A mulher pode trabalhar até o final da gestação, sem problemas. Sempre oriento o bom senso e evitar esforços muito grandes”, explica. Caso a mulher tenha algum problema mais grave durante a gravidez, Maistro diz que as orientações são especificas para cada gestante. “Vai variar de acordo com cada problema. É sempre bom ouvir o que o médico tem a dizer”, ressalta.