Após 20 anos, esta é a eleição para o Governo do Paraná considerada a mais disputada, independente do que dizem os mais diversos institutos de pesquisas, com números que às vezes até atestam contra a inteligência do eleitor. Sem a certeza de que poderá ou não ter segundo turno, os eleitores vão às urnas neste domingo para definir o futuro do Estado. O governador Ratinho Junior (PSD), que escolheu o deputado federal Sandro Alex para sucedê-lo, confia que sua popularidade, que chegou a atingir 80% de aprovação do paranaense, pode levar Sandro ao segundo turno. Por sua vez, o histórico familiar de Requião Filho (PDT) é o trunfo para ser ele a disputar o segundo turno com Sérgio Moro (União). Filho do ex-governador Requião, que governou o Paraná por três mandatos, o candidato do PDT fez uma campanha considerada limpa e evitou atacar a vida pessoal de seus adversários. Pesa contra Requião Filho o fato de ter o PT como um dos partidos a lhe dar sustentação em um Estado altamente conservador como o Paraná. Aliás é esse aspecto do conservadorismo e a força da direita que fazem com que o senador Sérgio Moro esteja liderando as pesquisas e apostando em encerrar a eleição já neste dia 4 de outubro, evitando um segundo turno, tal qual não acontece desde 2006. O resultado que sair das urnas, seja ele qual for, não pode ser considerado surpresa para ninguém. Em uma eleição com três forças antagônicas, tudo pode acontecer.
Aposta de Sérgio
O deputado federal Sérgio Souza, do MDB, em visita nesta sexta ‘a redação desta Tribuna disse acreditar que o candidato a governador Sandro Alex (PSD) “vai estar no segundo turno e, daí se tratando de uma nova eleição, o governador Ratinho Jr tem tudo para fazer seu sucessor”. Para Sergio, é importante a continuidade do governo atual pelo “avanço econômico do estado nos últimos 8 anos, que tornaram o Paraná a quarta maior economia do Brasil”.
Trocar a diretoria
Seja qual for o governador eleito, uma das primeiras providências do novo chefe do Executivo estadual é mexer na diretoria da Copel, tal é o descaso com que o consumidor vem sendo tratado nos últimos tempos. As constantes quedas de energia têm provocado enormes prejuízos tanto nas cidades como no campo, com produtores de aves e peixes perdendo milhões por falta de energia. A paciência do consumidor já se esgotou.
Pesquisa não engana
Foi o tempo em que o eleitor se deixava levar por pesquisas para decidir seu voto. Hoje em dia, com a proliferação das redes sociais e do próprio telefone celular, o eleitor sabe o que quer e não se seduz por números mirabolantes de pesquisas, independente do instituto que as realiza ou de quem está subindo ou descendo. O eleitor de hoje é mais bem informado e mais crítico. Além do que, o excesso de pesquisas e a divergência de números deixam o eleitor ainda mais cético.
Excesso de candidatos
Nunca antes em uma eleição, Apucarana atraiu tantos candidatos a deputado estadual e deputado federal de outras regiões como acontece agora no pleito deste domingo. A cidade foi inundada por propaganda de dezenas e dezenas de candidatos que o eleitor local não tem a menor ideia de quem sejam. Faz parte da democracia e os candidatos podem fazer campanha no Estado todo. Cabe ao eleitor separar o joio do trigo.
Biografia de Ratinho
Seja qual for o resultado da eleição para o Governo do Estado, a biografia política do governador Ratinho Junior vai sair incólume. Se conseguir vencer a eleição com seu candidato, Sandro Alex, vai ser considerado gênio da política. Se Sandro for derrotado, Ratinho também se sai bem porque conseguiu transformar um nome desconhecido da grande maioria do Paraná em um candidato competitivo, o que não é fácil.