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Colecionador de apelidos

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Integrante mais conhecido de uma família de tradição na política baiana, o ex-ministro e ex-deputado Geddel Vieira Lima (PMDB) viverá nos próximos dias uma rotina que conheceu por uma semana: a de preso do Complexo Penitenciário da Papuda. De volta à Papuda após a apreensão de R$ 51 milhões em dinheiro em um apartamento emprestado a ele por um empresário, Geddel ocupa novamente as páginas policiais dois meses após ter sido preso pela primeira vez, acusado de obstrução da Justiça. Ao longo de seus 58 anos de vida, Geddel colecionou apelidos depreciativos – suíno, agatunado, anãozinho do orçamento e boca de jacaré são alguns deles –, além de inimigos, troca de ofensas pública e um rosário de suspeitas de corrupção. Também demonstrou poder político na condição de ministro de Lula (Integração Nacional) e Temer (Secretaria de Governo) e de vice-presidente da Caixa na gestão Dilma, cargos ocupados com as bênçãos de Temer.